quinta-feira, 22 de outubro de 2009



ESCOLA BÁSICA DOS 2º E 3º CICLOS DO CANIÇO

DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA


Nome________________________________Turma_______Data____________________

A Família Pontuação

Esta história passou-se há muitos anos: no tempo em que uma menina ajuizada não

namorava sem licença do papá.

Chamava-se menina Vírgula. Gostava de passear devagarinho, e … parar de vez em quando para ver as montras.

Ora um dia, num dos seus passeios, apareceu um cavalheiro muito simpático e elegante no seu chapéu de coco. Sempre que a menina Vírgula parava, ele parava também, tirava o seu chapéu e ficava a olhá-la demoradamente.

Foi numa dessas pausas que acabou por entabular conversa e … imaginem só, pedir ali mesmo a mão da menina Vírgula!

Claro que esta disse logo:

-Não resolvo nada sem primeiro falar com o meu pai, o senhor Travessão.

E o senhor Ponto e Vírgula (era o nome deste cavalheiro) lá foi.O pai da menina Vírgula era um senhor muito respeitável e, como guarda que era do “Jardim das Palavras”, fez uma cara de poucos amigos. Mas quando ouviu o nome do cavalheiro, disse:

-Ponto e Vírgula? É como se chama? Bem … parece que foi feito para a minha filha! Realmente deve ser o marido ideal para ela.

E de facto, o senhor Ponto e Vírgula acabou mesmo por casar com a, agora, Srª Dona Vírgula.

Tiveram então o seu primeiro filho, um menino rabino e muito curioso.

Imaginem que tinha o hábito de se pôr de pernas para o ar, para espreitar debaixo dos móveis!

Puseram-lhe o nome de Ponto de Interrogação.

O segundo filho, como o primeiro, tinha um nome bastante aristocrático: chamava-se Ponto de Exclamação. Era muito mais sossegado que o seu irmão mais velho e ficava tão admirado com as coisas que descobria e as perguntas que fazia, que levava o dia a soltar “Ohs!” e “Ahs!” de espanto.

E foi então que a Dona Vírgula deu à luz um lindo par de gémeos. Andavam ambos a lutar um com o outro, ambos queriam ficar sempre por cima...mas eram tão cómicos que toda a gente era unânime em exclamar:

-Aqueles são mesmo Dois Pontos!...

Mas a Dona Vírgula estava a ficar cansada com a turbulência dos seus rapazes.

«Se tivesse ao menos uma rapariga, comentava, sempre poderia ajudar-me na lida da casa…»

E se bem o pensou, melhor o conseguiu: teve logo gémeas, três gémeas duma vez.

Eram iguais como gotinhas de água e muito sossegadinhas! Como não se distinguiam umas das outras, receberam o nome de “manas Reticências”.Como eram tímidas e um pouco indecisas, só sabiam andar juntas.

Mas toda a gente gostava delas e, quando partiam não eram facilmente esquecidas, deixavam sempre um rasto na memória de todos…

Foi então que o Srº Ponto e Vírgula disse para a mulher:

-Com a vida sempre a encarecer não se pode ter mais filhos, agora ponto final!

E foi assim que nasceu o menino mais novo, o último da família Pontuação, o Ponto Final. Ora este menino recebeu tanto mimo dos pais que se tornou um pouco antipático, egoísta, guloso e ficou redondo que nem uma bola.

Os outros afastavam-se.

Pena que uma família tão simpática tenha educado tão mal o seu último filho. Mas enfim, nós não temos nada com isso. E também não queremos ser más línguas… Portanto ponto final no assunto.

Revista «Escola Democrática»

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Escola Básica 2º e 3º Ciclos do Caniço

Língua Portuguesa

1.º Período


Ficha de Revisão

A. Olha, com atenção, para as palavras que se seguem e coloca-as em ordem alfabética.

balão

Joaquim

caderno

palhinha

painel

livro

espectáculo

helicóptero

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

B. Identifica, com uma cruz, as palavras abaixo quanto à divisão silábica.

Monossílabo

Dissílabo

Trissílabo

Polissilabo

Rui

Ali

Pato

Laranja

Espectáculo

C. Coloca cada uma destas palavras na coluna correcta:

Pêssego / lápis / camisa / computador/ festim / tartaruga / francês/ agradável / óptimo / festim

Palavras esdrúxulas

Palavras graves

Palavras agudas

D. Pontua as seguintes frases:

a) - Como assim c - perguntou o João c

b) Quando o tomate ficou maduro c colheram-no.

c) - Que belo festim c

d) - Estava tão feliz c

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A notícia: estrutura e linguagem


A notícia éum texto de carácter informativo do domínio da Comunicação Social.

Caracteriza-se pela actualidade, objectividade, brevidade e interesse geral. Relata, por vezes, situações pouco habituais. É redigida na 3.a pessoa. As informações são, geralmente, apresentadas por ordem decrescente de importância.

A estrutura da notícia

Uma notícia bem estruturada deve ser constituída por:

LEAD, CABEÇA ou PARÁGRAFO-GUIA - primeiro parágrafo, no qual se resume o que aconteceu. É a parte mais importante da notícia e o seu objectivo

é, não só captar a atenção do leitor, mas ainda fornecer-lhe as informações fundamentais.
Neste parágrafo deverá ser dada resposta às seguintes perguntas essenciais: quem?, o quê?, onde?, quando?

CORPO DA NOTÍCIA - desenvolvimento da notícia, onde se faz a descrição pormenorizada do que aconteceu.
Nesta segunda parte, deverá responder-se às perguntas: como?, porquê?

A notícia é encabeçada por um título que deve ser muito preciso e expressivo, para chamar a atenção do leitor. Este título relaciona-se, habitualmente, com o que é tratado no LEAD e pode ser acompanhado por um antetítulo ou por um subtítulo.

O esquema acima refere-se à técnica da pirâmide invertida - é habitual representar-se graficamente a notícia por esta pirâmide invertida.
Na prática, aparecem muitas notícias que não respeitam a estrutura atrás apresentada.


Características da linguagem da notícia



A linguagem a utilizar na notícia deverá respeitar os seguintes princípios:
- ser simples, clara, concisa e acessível, utilizando vocabulário corrente e frases curtas;
- recorrer prioritariamente ao nome e ao verbo, evitando sobretudo os adjectivos valorativos;
- usar especialmente frases de tipo declarativo.




Retirado de Língua Portuguesa 7, 7.º Ano, de Horácio Araújo, Maria Ascenção Teixeira, Maria Assunção Bettencourt
Texto Editora

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A interjeição

Palavra invariável, do ponto de vista morfológico e sintáctico, que integra uma classe aberta e que tem uma função emotiva.
Podemos dizer que a interjeição mais não é do que uma forma de traduzir na grafia uma reacção emocional do enunciador.
O valor de cada interjeição depende do contexto e da atitude do interlocutor. Daí que elas possam ter várias interpretações: de aflição (Socorro!), alegria (Ah!; Oh!), aplauso (Bravo!; Viva!), desagrado (Uh!), dor (Ai!; Ui!), entusiasmo (Oh!), espanto (Ah!; Chi!), impaciência (Hum!; Irra!), invocação (Ó!; Psiu!), terror (Ui!; Uh!).

Como se pode ver, uma mesma interjeição pode ser usada com sentidos diferentes, assim como uma determinada reacção emotiva pode ser expressa por mais do que uma interjeição.
Normalmente, as interjeições são acompanhadas por um ponto de exclamação que assim reforça o seu valor.

As interjeições têm ainda a particularidade de não estabelecerem relações sintácticas com outras palavras.