segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Cavaleiro da Dinamarca

O Cavaleiro da Dinamarca é um livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, http://www.ecolenet.nl/tellme/poesia/sophia.htm
editado em Portugal em 1964

A obra conta a história de um homem (cavaleiro) que vivia com a sua família numa floresta da Dinamarca, no Norte da Europa. Numa noite de Natal, durante a ceia,
quando todos estavam reunidos à volta da mesa, a comer e a contar histórias, comunicou-lhes que iria partir em peregrinação à Terra Santa, para orar na gruta onde Jesus de Nazaré tinha nascido e que, portanto, dessa noite a um ano não estaria com eles prometendo que, dessa noite a dois anos, estariam juntos de novo.

Na Primavera seguinte partiu e, levado por bons ventos, chegou muito antes do Natal às costas da Palestina, onde visitou todos os locais sagrados relacionados com a vida de Jesus.

Já de regresso à Dinamarca, uma tempestade violentíssima quase destruiu o barco em que viajava e ele teve que ficar em Itália. Aí conheceu várias cidades -- Ravena, Veneza, Florença, Génova -- onde fez diversos amigos, como o Mercador de Veneza, que lhe contou a belíssima história de amor de Vanina e Guidobaldo. De Giotto e Dante, Pêro Dias... Após inúmeras peripécias , consegue chegar à floresta em que vivia, mas uma tempestade quase lhe provoca a morte. No entanto, anjos acendem pequenas estrelas no abeto que ficava em frente à sua casa, guiando-o até ao calor do seu lar e de sua família...

Quando ele ia pela floresta pensou seguir o rio até sua casa mas não o encontrou... Este foi desviando-se mais para Norte até que lá ao longe viu uma luz que se destacava pela sua grandeza... Esta, era a luz de sua casa. O cavaleiro não sabia disto, mas ainda assim resolveu ir atrás da luz, encontrando a sua casa. É por essa razão que se enfeitam os pinheiros no Natal e essa é a grande história do cavaleiro da Dinamarca.

http://www.youtube.com/watch?v=svqj4fdYmgg&feature=related


Nesta história existem vários encaixes:

História de Vanina e Guidobaldo, narrada pelo mercador de Veneza;

História de Giotto e História de Dante e Beatriz, narrado por Filipo, um trovador amigo do Banqueiro de Averardo de Florença;

História de Pêro Dias, narrada pelo capitão amigo do Flamengo de Génova.

domingo, 23 de outubro de 2011

Texto de Opinião

O texto de opinião é um texto argumentativo, ou seja, é um texto que expressa uma opinião,

apresentando exemplos, provas ou argumentos para a defender.

O texto de opinião integra, geralmente, três partes: a introdução - indicação da ideia

que se vai defender; o desenvolvimento - apresentação das razões/exemplos que justificam

a opinião; a conclusão - síntese das razões apresentadas ou insistência num dos

exemplos referidos.

Para produzir um texto de opinião:

- Indica o assunto que vais abordar e a opinião que vais defender;

- Justifica a tua opinião através de exemplos;

- Termina o texto insistindo no teu ponto de vista e na justificação que consideras mais forte;

- Utiliza linguagem apelativa e expressiva;

- Podes atribuir um título ao texto.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os Graus dos Adjectivos

Grau normal: exprime simplesmente uma característica sem a aumentar ou diminuir.


A Helena estava feliz.



Grau comparativo: exprime a característica de um ser comparando-o com outro da mesma espécie.


a) igualdade:

O Sandro estava tão feliz como a irmã.


b) superioridade


O Sandro é mais velho do que a Catarina.

c) inferioridade

O Carlos é menos falador do que a Madalena.



Grau superlativo absoluto: a característica de um ser, elevada ao último grau (absoluto) ou

relacionada com a de outros individuos da mesma espécie (relativo).



a) sintético


O Miguel é altíssimo.


b) analítico


A Carla é muito alta.



Grau superlativo relativo:



a) superioridade


A Cristina é a mais curiosa.


b) inferioridade


O Ricardo é o menos corajoso.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As Figuras de Estilo da Obra Os Lusíadas

Aliteração - Repetição de um ou mais fonemas consonânticos para intensificar e aumentar a expressividade:
Ex.: "Sois senhor superno" (I, 10).

Anáfora - Repetição (de que resulta sobressair o que se repete) de uma palavra ou de um membro de frase:
Ex.: "Vistes que, com grandíssima ousadia
Vistes aquela insana fantasia
Vistes, e ainda vemos cada dia," (VI, 29).

Anástrofe
- Inversão da ordem das palavras correlatas, antepondo-se o determinante (proposição + substantivo) ao determinado ou ao complemento do verbo.
Ex.: "Qual vermelhas as armas faz de brancas;" (VI, 64).

Antítese - Confronto de dois elementos ou ideias antagónicas, no intuito de reforçar a mensagem:
Ex.: "Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou frio."