segunda-feira, 5 de novembro de 2012


No texto poético, um «eu» - sujeito poético -  revela os seus sentimentos, as suas emoções e a sua visão do mundo. É, por isso, um texto muito pessoal e subjectivo, em que as palavras  da língua formam combinações surpreendentes, quer ao nível dos sons e dos ritmos, quer ao nível dos significados.
O texto poético é rico em recursos expressivos, que dificultam a sua compreensão. 
O verso é a forma privilegiada da poesia, mas alguns textos em prosa têm características do texto poético.

Noções de versificação
* Verso - cada linha do poema. Pode ou não ter sentido completo.
* Estrofe - Conjunto de versos separados por um espaço.

Classificação das estrofes quanto ao número de versos:
monóstico – estrofe com um verso
parelha ou dístico – estrofe com dois versos
terceto – estrofe com três versos
quadra – estrofe com quatro versos
quintilha – estrofe com cinco versos
sextilha – estrofe com seis versos
sétima – estrofe com sete versos
oitava – estrofe com oito versos
nona – estrofe com nove versos
décima – estrofe com dez versos

* Rima - É a terminação semelhante de cada verso, em termos de som.

Há vários tipos de rima:
versos soltos ou brancos: versos que não rimam;
rima emparelhada: os versos rimam dois a dois (aabb);
- rima cruzada: os versos rimam alternadamente ( abab)
- rima interpolada: os versos rimam separados por dois ou mais versos diferentes (abba)
rima rica – quando rimam palavras de classes gramaticais diferentes
rima pobre – quando rimam palavras da mesma classe gramatical
rima toante – quando rimam vogais
rima consoante – quando rimam vogais e consoantes


* Métrica - Os versos podem ser medidos quanto ao número de sílabas métricas, que não são sempre iguais às sílabas gramaticais. Quando medes o verso, estás a fazer a sua escansão.


 Algumas regras para fazer a escansão:
a) a contagem das sílabas métricas é feita até à ultima sílaba tónica do verso;
b) quando uma palavra termina numa vogal e a palavra seguinte começa por vogal, faz-se uma elisão, ou seja, as vogais fundem-se numa única sílaba.

Classificação dos versos quanto ao número de sílabas métricas:
monossílabo - verso com uma sílaba métrica
- dissílabo - verso com duas sílabas métricas 
trissílabo - verso com três sílabas métricas 
tetrassílabo - verso com quatro sílabas métricas 
pentassílabo ou redondilha menor - verso com cinco sílabas métricas 
hexassílabo - verso com seis sílabas métricas 
heptassílabo ou redondilha maior - verso com sete sílabas métricas 
octossílabo - verso com oito sílabas métricas 
eneassílabo  verso com - nove sílabas métricas 
decassílabo - verso com dez sílabas métricas 
hendecassílabo  - verso com onze sílabas métricas 
dodecassílabo ou verso alexandrino - verso com doze sílabas métricas 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Boletim

https://sites.google.com/site/marportugues9/ler-mais

A professora Sónia Baptista, no presente ano letivo, tem a cargo publicar o

Boletim Cultural e Informativo

no âmbito da disciplina de Português.
Esta iniciativa ocorrerá todos os meses e tem como objetivo dar a conhecer eventos culturais, históricos importantes do nosso país, assim como informar-nos relativamente a certas curiosidades, efemérides,...
O link acima transcrito serve para visualização do mesmo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Breve Biografia de Eça de Queirós

Diplomata e escritor muito apreciado em todo o mundo e considerado um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos, Eça de Queirós nasceu José Maria Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim-Portugal, no dia 25 de Novembro de 1845. Seu nome muitas vezes tem sido, de forma equivocada, grafado como "Eça de Queiroz".

Eça de Queirós morreu em Paris-França, no dia 16 de Agosto de 1900 (Funeral em Lisboa - 17 de Agosto)

Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Depois de ter estudado nalguns colégios do Porto matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, completando a sua formatura em 1866. Foi depois para Leiria redigir um jornal político, mas não tardou que viesse para Lisboa, onde residia seu pai, e em 1867 estabeleceu-se como advogado, profissão que exerceu algum tempo, mas que abandonou pouco depois, por não lhe parecer que pudesse alcançar um futuro lisonjeiro. Era amigo íntimo de Antero de Quental, com quem viveu fraternalmente, e com ele e outros formou uma ligação seleta e verdadeira agremiação literária para controvérsias humorísticas e instrutivas. Nessas assembléias entraram Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura.

Estabeleceram-se então, em 1871, as notáveis Conferências Democráticas no Casino Lisbonense (V. Conferência), e Eça de Queirós, na que lhe competiu, discursou acerca do "O Realismo como nova Expressão de Arte", em que obteve ruidoso triunfo. Decidindo-se a seguir a carreira diplomática, foi a um concurso em 21 de Julho de 1870, sagrando-se o primeiro colocado e, em 1872, obteve a nomeação de cônsul geral de Havana, para onde partiu. Permaneceu poucos anos em Cuba, no meio das terríveis repressões do governo espanhol.

Em 1874 foi transferido para Newcastle; em 1876 para Bristol e, finalmente em 1888, para Paris, onde veio a falecer. Eça de Queirós era casado com a Sr.ª D. Emília de Castro Pamplona, irmã do conde de Resende. Colaborou na Gazeta de Portugal, Revolução de Setembro, Renascença, Diário Ilustrado, Diário de Notícias, Ocidente, Correspondência de Portugal, e em outras publicações.

Para o Diário de Notícias escreveu especialmente o conto 'Singularidades duma Rapariga Loura' (1873), publicada como 'livre brinde' aos assinantes do jornal, em 1874, e a descrição das festas da abertura do canal do Suez, a que ele assistiu em 1870, publicada com o título 'De Port Said a Suez', no referido jornal, folhetim de 18 a 21 de Janeiro do mesmo ano de 1870. Na Gazeta de Portugal, de 13 de Outubro de 1867, publicou um folhetim com o título 'Lisboa', seguindo-se as 'Memórias de uma Freira' e 'O Milhafre'; em 29 de Agosto de 1869, o soneto 'Serenata de Satã às Estrellas'.

Fundou a Revista Portugal com a colaboração dos principais e mais célebres homens de letras do seu tempo. Saíram desta revista 24 números, que formam 4 tomos de 6 números cada um. Para este jornal é que escreveu as 'Cartas de Fradique Mendes'. Na Revista Moderna publicou o romance 'A Ilustre Casa de Ramires'.

http://www.prof2000.pt/users/cfaeaz/ldias/ficha%20de%20leitura%20-%20o%20tesouro.htm

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Reconto escrito



A princesa malcriada


     Era uma vez uma princesa malcriada. A princesa estava sempre a puxar a cauda dos animais, do cão e do gato. Ela fazia muitas caretas às pessoas e era muito malcriada, dizia muitas palavras feias. O rei e a rainha, os pais da princesa ficavam muito tristes com as atitudes da sua filha. Um dia, deram uma festa no palácio e convidaram todas as pessoas do reino.
Apareceu um mágico. 
O mágico foi bem - educado com a princesa e fez-lhe uma festa na cabeça. Mas a princesa foi muito  mal- educada e este transformou-a em rã. 
A princesa só voltaria a ser menina quando aparecesse um príncipe que lhe desse um beijo.


Trabalho elaborado pelos alunos do CEI

Responsáveis : Professora Paula Romano e Teresa Menezes